O tempo passou, mas o amor pela bike não. Cresci e ganhei outra bike, e me lembro bem da dor que senti quando ela foi roubada...
O primeiro grande desafio
O choro se transformou em desafio e resolvi que pedalaria muito. Combinei com meus primos uma viagem de 70km de bike, e deixei os adultos da família em polvorosa! Meu pai, de quem puxei o gosto pela aventura, comprou a ideia e uma bike nova para eu cumprir o desafio. E cumpri! Foram 5 adolescentes e suas bikes, pais deseperados em 2 carros de apoio e quase 7 horas pedalando de São Gonçalo à Guapimirim.A vida passa para todos
Depois disso parei de pedalar. Não sei o motivo. Só parei. E achei que era para sempre.A vida passou, como sempre passa para todos. E eu me deixei engordar. Bastante. A proximidade do casamento e a preocupação que toda noiva tem de ficar bem no vestido me deram uns anos mais magra. E a descoberta da hérnia de disco, junto com a desregrada vida alimentar de um casal recém-casado, me levaram de volta à obesidade.
O retorno do amor
Em 2008, o amor pela bike me chamou novamente. Comprei uma Caloi Terra que apelidei de Tereza e voltei a pedalar, de leve, perto de casa. Não durou muito. Fui atacada por uma crise de hérnia de disco, que me deixou praticamente inválida por conta das dores, por quase dois anos. Em 2010, fui submetida a uma cirurgia, e apesar das complicações, saí ilesa, curada, e doida para mudar de vida.Bicicleta como fisioterapia
Havia engordado muito no período sedentário e elegi a bike como instrumento de emagrecimento e recuperação - tudo com aval do neurocirurgião que me operou. Mas infelizmente a bike Tereza não me servia mais. Precisava de uma Full Suspension para diminuir ao máximo os impactos na coluna. Vendi Tereza e comprei a Preta.Comecei a pedalar 15 minutos, 30 minutos, 40 minutos, 1 hora... E meu corpo começou a lembrar de toda sensação boa que sempre senti no pedal. Melhorei da coluna, fui liberada pelo médico e, de repente, a bike Preta começou a frear meus ímpetos de velocidade e performance. Foi então que comprei uma megapower Alfameq toda shimano e com freio a disco, a boa e velha Feroz. (Sim, eu adoro colocar nome das minhas bikes! Teresa, Preta, Feroz...)
Feroz, a bike **** das galáxias!
E a Feroz me ajudou a emagrecer e me levou a aventuras incríveis!Pedalei 3 vezes de São Gonçalo a Araruama, fiz trilhas em Miguel Pereira, Engenheiro Paulo de Frontin, Visconde de Mauá, Sana, Penedo, entre outros lugares. Conheci o interior de São Gonçalo com suas fazendas históricas. Fiz um trecho do Caminho dos Diamantes em Minas Gerais...
Derrotada pela obesidade
Estava tudo lindo. Mas eu me descuidei da saúde!Como queimava muita caloria treinando, comecei a comer muito. E engordei, engordei, engordei... A bike passou a ser uma obrigação. E então fui abandonando ela aos poucos.
Foi aí que descobri que minha dificuldade não era com a atividade física em si. Meu problema era a falta de disciplina para comer. Eu não tinha ainda encontrado meu caminho na alimentação. Mesmo tendo uma irmã nutricionista, que se esforçou em fazer dietas pra mim, eu não emagrecia por que não queria me submeter aquela ditadura alimentar.
Salvação pelo LowCarb
E então conheci os conceitos LowCarb. Não segui de cara, mas logo comecei a fazer experimentos em mim mesma. Até que decidi seguir por esse caminho.Meu objetivo agora é descobrir meus limites alimentares e ter disciplina para seguir essa dieta que tanto tem me feito bem, para sempre.
E agora? Quem é a garotAQuelhas?
Por que eu sei que só quando eu estiver bem com a comida é que vou voltar a, de verdade, amar sentir o vento no meu rosto, saber que posso ir mais longe, me desafiar a quebrar meus limites físicos, e voltar a ser chamada de doida por gostar tanto de pedalar!Voltando a ter esses prazeres, recupero a verdadeira identidade da garotAQuelhas: casada, formada em jornalismo, gerente de treinamento, cristã e CICLISTA LOWCARB!




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